Impulso Capital

Impulso Capital · Crédito com garantia de imóvel

Empréstimo com garantia de imóvel para negativado: o imóvel fala pelo seu nome.

A análise é centrada no imóvel — não no score. De R$ 100 mil a R$ 120 milhões, sujeito a análise.

Estar negativado fecha o balcão do banco, não a porta do crédito. No empréstimo com garantia de imóvel para negativado, a análise muda de eixo: com o imóvel como lastro — apartamento, casa em condomínio, casa de rua ou imóvel comercial —, quem responde pela operação é o patrimônio, e a negativação vira um fator, não um veto.

A dor

O score fechou as portas — e o patrimônio ficou de fora da conversa

Ninguém fica negativado por escolha. O nome restrito quase sempre é o fim de um ciclo conhecido: uma dívida cara que cresceu — cartão, cheque especial, linha rotativa —, um caixa que não acompanhou, e um cadastro que virou carimbo. A partir daí, o balcão do banco responde antes de ouvir: o score reprova, e a conversa termina.

O paradoxo é que muita gente nessa situação tem patrimônio. Um apartamento quitado, a casa da família, uma sala comercial. Ativos que valem muitas vezes a dívida que negativou o nome — e que o crédito de balcão simplesmente ignora, porque a régua dele é o CPF, não o ativo. Dívida ruim mata empresa boa. E mata também o orçamento de quem tem imóvel parado e nome sujo ao mesmo tempo.

O crédito com garantia de imóvel inverte essa lógica: a operação é ancorada no ativo, por alienação fiduciária — você mantém a propriedade e o uso do imóvel — e a análise passa a orbitar o que você TEM, não o que o cadastro diz. É a mesma estrutura que detalhamos em crédito com garantia de imóvel, aplicada ao caso de quem está com o nome restrito.

O que é avaliado

A análise é do imóvel — apartamento, casa ou imóvel comercial

Independentemente da renda formal e da situação do nome, o eixo da análise é a garantia: matrícula regular, valor de avaliação e liquidez. As operações vão de aproximadamente R$ 100 mil a R$ 120 milhões, com LTV de até cerca de 60% do valor de avaliação — sempre sujeitas a análise.

Apartamento

A garantia mais líquida do mercado: avaliação rápida por comparáveis, bem recebida por praticamente todos os agentes financiadores.

Casa em condomínio

Boa liquidez e avaliação clara. A construção averbada na matrícula é o ponto de atenção que acelera (ou trava) a operação.

Casa de rua

Aceita normalmente em áreas urbanas consolidadas. Vale conferir averbações e certidões antes de ir à mesa — é o que separa semanas de meses.

Imóvel comercial

Sala, loja ou galpão próprios servem como garantia — e renda de locação, quando existe, reforça a capacidade de pagamento na análise.

E a renda?

Renda flexível, composição possível — holerite não é pré-requisito

Nas linhas tradicionais, a renda formal é o segundo juiz depois do score. Aqui ela pesa menos — e pode ser composta: extratos bancários, pró-labore, faturamento da empresa, contratos de serviço, renda de aluguéis. É o que abre a operação para autônomos, profissionais liberais e empresários que não têm contracheque para mostrar.

A honestidade que o nicho não pratica: crédito sério não existe sem análise nenhuma. A parcela precisa caber em alguma renda demonstrável — o que muda é a forma de demonstrar. Desconfie de quem promete aprovação sem olhar nada: no crédito para negativado, promessa fácil costuma esconder custo brutal ou golpe.

Como funciona

4 etapas — do diagnóstico à liberação, sem queimar o seu CPF

01

Diagnóstico

Mapa das dívidas (inclusive as que negativaram), imóvel disponível e objetivo. Definimos o ticket viável e se a operação faz sentido.

02

Tese

Escolhemos o agente financiador com apetite para o seu perfil — em vez de tentativas em série que consomem consultas ao seu CPF.

03

Defesa

Documentação do imóvel organizada, composição de renda montada e a operação apresentada ao comitê pela mesa estruturadora.

04

Operação

Avaliação, escritura, registro da garantia e liberação — em geral 30 a 60 dias. As dívidas caras são quitadas na sequência.

Cenários ilustrativos

De nome sujo e juros altos a uma dívida só, longa e civilizada

Empresário negativado — dívidas PJ e PF consolidadas

Antes

Cartão, cheque especial e duas linhas rotativas somando dívida cara entre 4% e 8% ao mês. Nome negativado, banco recusando qualquer conversa, e uma sala comercial quitada fora da equação.

Depois

Operação com garantia da sala comercial quita todas as linhas de uma vez. Sobra uma única parcela, longa e previsível — e o caminho para o nome limpo, conforme os credores dão baixa.

Autônomo com apartamento quitado — renda composta

Antes

Renda variável sem holerite, score baixo depois de uma sequência de atrasos, crédito pessoal negado nos aplicativos e a dívida rolando no rotativo.

Depois

Renda composta por extratos e contratos de serviço; a garantia do apartamento carrega a análise. Capital para quitar o rotativo com parcela menor que a soma das anteriores.

Cenários ilustrativos. Valores, prazos e taxas variam por avaliação individual e por agente financiador. Para a visão completa dos tipos de imóvel aceitos, veja quais tipos de imóvel são aceitos como garantia e o conceito de home equity no glossário.

Condições sujeitas a análise. Taxas e prazos variam conforme perfil do tomador, garantia oferecida e agente financiador. As operações são formalizadas por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil. A Impulso Capital é uma boutique estruturadora — não é banco nem securitizadora. CGI (Capital de Giro Inteligente) é modalidade de Home Equity (crédito com garantia de imóvel). Cenários citados são ilustrativos.

Quem opera a modalidade

Quais bancos e instituições fazem empréstimo com garantia de imóvel

A modalidade não é de nicho. Os maiores bancos do país têm produto próprio de crédito com garantia de imóvel, e as grandes cooperativas também. O quadro abaixo reúne o que cada instituição publica na própria página oficial do produto — nada aqui é dedução nossa, e onde a fonte oficial é silenciosa está escrito que ela não divulga. Consultado em agosto de 2026; condição de crédito muda, então confirme na fonte antes de decidir.

Instituição (produto)LTV publicadoPrazo publicadoImóvel ainda financiadoRestrição no CPF
Caixa — Empréstimo com Garantia de Imóvel (EGI)Até 60% do valor de avaliaçãoAté 240 mesesAceito — a fonte oficial trata do imóvel ainda financiado pela própria Caixa e admite manter esse financiamento ativo, sujeito à margem do imóvel e à capacidade de pagamentoNão divulga
Banco do Brasil — Empréstimo com Garantia de Imóvel (EGI)55% residencial · 45% comercialAté 238 meses no corpo da página e 240 meses na FAQ da mesma página · mínimo de 18 parcelasSó quando a alienação já é em favor do próprio BBNão divulga
Santander — Crédito com Garantia de Imóvel (pessoa física)Não publica na página do produto PF (os 60% aparecem na linha PJ, o Useimóvel)De 12 a 240 mesesA página do produto pede imóvel quitadoNão divulga
Bradesco — CredimóvelAté 60% do valor de avaliaçãoAté 240 mesesNão aceito — a FAQ pede imóvel quitado e livre de dívidas, e no nome do titular do contratoNão divulga
Sicoob — Crédito com garantia de imóvel residencialNão publicaNão publicaNão divulga — exige imóvel residencial próprio e construído, em zona urbana ou ruralNão divulga — remete à política de cada cooperativa
Sicredi — Crédito com Garantia de ImóvelNão publica — o critério divulgado é a capacidade de pagamento do associadoAté 180 meses (PF) · até 60 meses (PJ)Não divulga — exige ser associado; na linha PJ, a fonte fala em imóvel próprioNão divulga

Quadro montado a partir das páginas oficiais de produto de cada instituição, consultadas em agosto de 2026, sem qualquer vínculo, parceria ou endosso entre a Impulso Capital e as instituições citadas. Duas ressalvas honestas: a página do Banco do Brasil traz 238 meses no corpo e 240 meses na própria FAQ — a divergência é da fonte, e preferimos mostrá-la a escolher um número em silêncio; e Sicoob e Sicredi são sistemas de cooperativas autônomas, de modo que condição e até disponibilidade do produto variam por cooperativa singular, como as duas fontes oficiais avisam.

Taxa publicada, quando existe: o Santander divulga “a partir de 1,12% ao mês” na linha de pessoa física e “a partir de 1,39% ao mês” no Useimóvel (PJ), com exemplos de CET de 16,44% e 20,67% ao ano em simulações que o próprio banco data de junho de 2025 e maio de 2026 — exemplos pontuais, não o CET da sua operação; o Bradesco divulga “a partir de 1,59% ao mês”, em taxa fixa sem indexador, sem publicar teto nem CET representativo. Caixa, Banco do Brasil e Sicredi não publicam percentual — a Caixa fala em “taxas de juros reduzidas” sem número, e o BB declara apenas a estrutura (prefixada, prestações fixas sem indexador), remetendo ao simulador. No Sicoob, a página nacional do produto também não traz taxa: o que existe são tabelas de cooperativas singulares, válidas apenas para a cooperativa e a data que as publicou. Consultado em agosto de 2026, e piso publicado nunca é a sua taxa.

Agora repare na última coluna: em nenhuma linha ela diz “aceita” ou “recusa”. Não é omissão do quadro — é que o dado não existe. Nenhuma das seis instituições publica política de crédito para CPF com restrição nesse produto, nem para permitir, nem para vedar. O que as fontes oficiais trazem são cláusulas de reserva de análise: “produto sujeito à aprovação cadastral”, “sujeito à análise cadastral e aprovação de crédito”, “cada caso é avaliado individualmente segundo a política de crédito de cada cooperativa”. Por isso, quando um texto por aí afirma que uma dessas instituições aceita — ou recusa — quem está negativado, ele está preenchendo a lacuna com achismo. Aqui a lacuna fica registrada como lacuna.

O que de fato separa o balcão de varejo das casas especializadas em garantia imobiliária não é o produto: é onde a análise começa. A esteira de varejo é desenhada para volume — em geral ordena a fila por score e histórico do CPF, e a garantia entra em cena depois que a proposta passa desse filtro de entrada. As mesas especializadas invertem a ordem: começam pela matrícula, pela avaliação e pela liquidez do imóvel, e a situação cadastral entra depois, como contexto a ser explicado. Nenhuma das duas dispensa análise e nenhuma promete aprovação. Muda a ordem dos fatores — e, para quem tem patrimônio e nome restrito, a ordem dos fatores altera o produto.

A leitura completa desse contraste está em qual banco faz empréstimo com garantia de imóvel para negativado. Para entender por que o percentual da coluna de LTV muda tanto de uma instituição para outra, veja como funciona o LTV do imóvel em garantia — e, se o seu imóvel ainda tem financiamento em aberto, o cenário está detalhado em imóvel financiado como garantia.

Documentação

Documentos necessários: o que é seu e o que é do imóvel

A lista muda de agente para agente, mas o esqueleto é o mesmo em toda a modalidade — e é curto. Vale separar os dois blocos desde o começo, porque eles seguem ritmos diferentes: o bloco do tomador você resolve em uma tarde; o bloco do imóvel depende de cartório, de prefeitura e, às vezes, de uma pendência antiga que ninguém lembrava que existia.

Do tomador

  • Documento de identificação com foto e CPF (RG, CNH ou equivalente).
  • Comprovante de estado civil — certidão de casamento com o regime de bens, ou de nascimento — e os documentos do cônjuge, quando houver.
  • Comprovante de residência atual.
  • Comprovação de renda, que aqui pode ser composta: extratos bancários dos últimos meses, pró-labore, declaração de IRPF com recibo de entrega, contratos de prestação de serviço, recibos de aluguel e declaração do contador.
  • Quando o tomador é pessoa jurídica: contrato social consolidado com as alterações, cartão CNPJ, balanço ou balancete recente e demonstrativo de faturamento, além dos documentos dos sócios.

Do imóvel

  • Matrícula atualizada do Registro de Imóveis — o Banco do Brasil, por exemplo, publica a exigência de matrícula emitida há menos de 30 dias (consultado em agosto de 2026).
  • Certidão de ônus reais e de ações reipersecutórias.
  • IPTU do exercício vigente e certidão negativa de tributos municipais sobre o imóvel — exigência que o BB também publica.
  • Habite-se ou averbação da construção na matrícula, quando a edificação ainda não foi averbada.
  • Escritura, e a declaração de quitação de condomínio quando for o caso.
  • Laudo de avaliação — este você não providencia: é feito por empresa credenciada do agente financiador, e a tarifa entra no custo da operação.

Um detalhe que a Caixa deixa explícito na página do EGI e que quase ninguém comenta: o tomador não precisa ser o dono do imóvel. A fonte oficial admite contratação por parente de primeiro grau do proprietário — pai, mãe ou filhos —, desde que o proprietário participe da operação e componha a renda (consultado em agosto de 2026). É uma porta relevante para quem tem o nome restrito e um familiar disposto a compor a estrutura. O checklist completo, item por item, está em documentos necessários para crédito com imóvel em garantia e, no recorte só do imóvel, em checklist de documentação do imóvel.

Custo e prazo

Quanto custa e quanto tempo leva — o número que importa é o CET

Comparar operações pela taxa mensal é o erro mais caro do mercado. O que você paga é o CET, o Custo Efetivo Total, e nele entram itens que a taxa não mostra: a tarifa de avaliação do imóvel, as custas de cartório para registrar a garantia, o IOF e os seguros exigidos pelo agente. O ITBI, ao contrário do que se lê por aí, em regra não incide na constituição da alienação fiduciária — pode aparecer na consolidação da propriedade ou em estruturas específicas, e a regra varia por município. Confirme esse ponto com o cartório e com o seu advogado antes de assinar.

As fontes oficiais dão a dimensão desses custos. O Santander publica tarifa de avaliação de até R$ 1.950 para imóvel residencial e até R$ 3.300 para comercial, com isenção em empréstimos de até R$ 50 mil. O Banco do Brasil declara que o custo é “apenas a tarifa de avaliação do imóvel”, com IOF financiado na operação, e torna obrigatórios os seguros MIP (morte e invalidez) e DFI (danos ao imóvel). O Bradesco lista IOF, custas cartorárias e tarifa de avaliação, e informa que a modalidade não exige seguro obrigatório atualmente. A Caixa cita tarifa de avaliação, IOF e custas de registro, com MIP e DFI embutidos. Tudo consultado em agosto de 2026 — e os quatro conjuntos são diferentes entre si, o que já explica por que duas propostas com a mesma taxa podem custar valores distintos.

Os números de referência da modalidade, nas mesas em que a Impulso estrutura, são estes: taxas a partir de cerca de 0,89% ao mês, prazo de até 240 meses, LTV de até cerca de 60% do valor de avaliação — com média de mercado mais perto de 50% — e operações de aproximadamente R$ 100 mil a R$ 120 milhões. Entre os bancos que publicam piso, os pisos vistos em agosto de 2026 partem de 1,12% e 1,59% ao mês. Em nenhum dos casos o piso é a sua taxa: a condição final depende do perfil, da garantia e do agente financiador, sempre sujeita a análise.

O prazo, agora, sem maquiagem. Do primeiro contato à liberação, o processo completo costuma levar de 30 a 60 dias — avaliação do imóvel, análise de crédito, elaboração do contrato, registro em cartório e só então o dinheiro. Os prazos curtos que as instituições publicam se referem apenas à última perna: o Santander fala em até 5 dias úteis após o registro do contrato e a entrega da matrícula atualizada; o Bradesco, em até 3 dias úteis depois de tudo aprovado; o BB cita prazo médio de 10 dias entre a análise dos documentos e a edição do instrumento de crédito. São recortes verdadeiros de um processo maior. Quem promete “dinheiro na conta em 48 horas” nessa modalidade está omitindo o cartório — e o cartório não tem pressa.

A abertura completa do custo, com exemplo de composição, está em quanto custa o crédito com garantia de imóvel.

Condições sujeitas a análise. Taxas e prazos variam conforme perfil do tomador, garantia oferecida e agente financiador. As operações são formalizadas por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil. A Impulso Capital é uma boutique estruturadora — não é banco nem securitizadora. CGI (Capital de Giro Inteligente) é modalidade de Home Equity (crédito com garantia de imóvel). Cenários citados são ilustrativos.

Cada restrição pesa diferente

Negativado, score baixo, protesto ou dívida ativa: o que muda

No dia a dia, tudo isso vira “nome sujo”. Na mesa de análise, são quatro coisas diferentes, com pesos diferentes — e saber em qual delas você está muda a conversa inteira, porque muda o que precisa ser resolvido antes.

Score baixo, sem restrição ativa

Não existe apontamento público: é só uma nota estatística sobre o seu histórico. É o item de menor peso quando há garantia real, porque o score prevê comportamento e a garantia responde por ele.

Negativação ativa (SPC/Serasa)

Há um apontamento registrado por um credor. Pesa pela origem, pelo valor e pelo tempo — e muda de figura quando a própria operação quita a dívida que gerou o registro, porque aí existe plano de saída no papel.

Protesto em cartório

É ato público lavrado em tabelionato, e aparece nas certidões que o financiador puxa. Pesa mais que a negativação simples justamente por ser público e cartorário — e, dependendo da natureza, precisa ser endereçado antes do registro da garantia.

Dívida ativa e execução fiscal

Aqui o risco muda de lugar: sai do cadastro e vai para o patrimônio. Débito inscrito em dívida ativa pode gerar constrição sobre bens, e é o item que mais afeta a garantia em si — não só a leitura do CPF.

A régua prática é essa: pendência que atinge o CPF pesa na condição; pendência que pode atingir a matrícula pesa na viabilidade. Uma negativação de R$ 8 mil no cartão encarece a operação e atrasa a conversa. Uma execução fiscal com risco de penhora sobre o imóvel que seria a garantia é outro problema — esse trava a estrutura, e nenhuma taxa resolve. Por isso a primeira coisa que a mesa faz não é olhar o seu score: é olhar as certidões do imóvel e do proprietário.

Há ainda um efeito que quase ninguém antecipa: reorganizar dívida mexe no score no curto prazo, e nem sempre para cima. Explicamos o mecanismo em reperfilar dívida estraga o score no Serasa? — e o peso específico do score nessa modalidade está em score baixo impede crédito com garantia de imóvel?

Depois do não

Se a sua proposta for recusada, a primeira pergunta não é “onde tento agora”

É “de onde veio o não”. Porque existem dois nãos completamente diferentes, e tratá-los como se fossem o mesmo é o que faz uma pessoa colecionar recusas por meses. O primeiro vem do CPF: a esteira reprovou o perfil antes de olhar a garantia. O segundo vem do imóvel: a matrícula tem pendência, a construção não está averbada, há inventário aberto, o imóvel não tem escritura ou o tipo de garantia não é aceito por aquele agente. O segundo caso é mais comum do que parece — e é o único dos dois que você resolve sozinho, com cartório e paciência.

Então peça o motivo por escrito. Você tem direito a saber, e o motivo é a informação mais valiosa que uma recusa produz. Sem ele, a tentativa seguinte é um chute caro.

Cara em que sentido: cada proposta gera uma consulta ao seu CPF, registrada nos birôs de crédito. Uma sequência de consultas concentrada em poucas semanas piora a leitura do seu perfil justamente enquanto você tenta melhorá-lo — é o sinal clássico de alguém procurando crédito em qualquer lugar. O balcão a balcão não é só desgaste emocional e tempo perdido; ele deixa rastro, e o rastro cobra juros na proposta seguinte.

O caminho de estruturação inverte isso. Antes de bater na porta de alguém, arruma-se a casa: matrícula regularizada e atualizada, construção averbada, certidões em mãos, composição de renda montada com o que existe de verdade, origem da negativação explicada e plano de quitação demonstrado no papel. Só então a operação é apresentada — e apresentada ao agente que já demonstrou apetite por casos parecidos, em vez de a todos ao mesmo tempo. Uma apresentação bem construída no lugar de seis tentativas às cegas.

E a honestidade que fecha esta página: às vezes a resposta certa da mesa é “ainda não”. Quando o problema não é de dívida, mas de um negócio que perde capital de forma estrutural, colocar o imóvel em garantia não resolve — transfere o risco para o patrimônio da família. Preferimos dizer isso antes. Os motivos mais frequentes de recusa estão mapeados em por que o crédito com garantia de imóvel é recusado, e o que dá para fazer antes de tentar de novo está em como aumentar as chances de crédito com garantia de imóvel estando negativado.

Perguntas frequentes

As perguntas de quem está com o nome restrito

Negativado pode fazer empréstimo com garantia de imóvel?

Sim, é possível. No crédito com garantia de imóvel, a análise é centrada no imóvel — não no score. A garantia real (alienação fiduciária) reduz o risco de quem financia, e por isso a negativação deixa de ser porta fechada e vira apenas um dos fatores da análise. O nome restrito influencia a condição final, mas não é impeditivo automático. Cada operação passa por análise da instituição financeira autorizada pelo Banco Central; ninguém sério promete aprovação — e quem promete merece desconfiança.

Quais imóveis são aceitos como garantia?

Apartamento, casa em condomínio, casa de rua e imóvel comercial — com matrícula regular e valor de avaliação claro. As operações vão de aproximadamente R$ 100 mil a R$ 120 milhões, respeitando o LTV: em geral, até cerca de 60% do valor de avaliação do imóvel. Imóvel financiado com saldo baixo pode entrar em estruturas específicas. O que costuma travar a operação não é o CPF do dono, é a documentação do imóvel — matrícula pendente, construção não averbada, inventário aberto.

Preciso comprovar renda para essa operação?

A renda entra na análise, mas não é o centro dela — o centro é o imóvel. E a comprovação é mais flexível que nas linhas tradicionais: dá para compor renda com extratos bancários, pró-labore, faturamento da empresa, contratos de serviço e renda de aluguéis. É o que viabiliza a operação para autônomos e empresários sem holerite. O que não existe, em operação séria, é crédito sem análise nenhuma: a parcela precisa caber em alguma renda demonstrável, sempre sujeito a análise.

Qual banco faz empréstimo com garantia de imóvel para negativado?

A resposta honesta começa pelo que não existe: nenhum banco publica política de crédito para CPF com restrição nessa modalidade. Consultamos as páginas oficiais de Caixa, Banco do Brasil, Santander, Bradesco, Sicoob e Sicredi em agosto de 2026 — todas oferecem o produto, e nenhuma delas declara aceitar ou recusar quem está negativado. O que declaram é reserva de análise: cada proposta passa por análise cadastral e de crédito. Além dos bancos, operam a modalidade instituições especializadas em garantia imobiliária — fintechs de home equity, securitizadoras, financeiras e fundos —, sempre com formalização por instituição autorizada pelo Banco Central. O que costuma mudar de uma esteira para outra é a ordem da análise: em operações de volume, o filtro de entrada tende a ser o perfil do CPF; nas mesas especializadas, a leitura começa pelo imóvel. A Impulso Capital é uma boutique estruturadora: conhecemos o apetite de cada agente e apresentamos a sua operação ao financiador com mais aderência ao caso, em vez de consumir o seu CPF em tentativas seriadas.

Quais bancos fazem empréstimo com garantia de imóvel?

Caixa (Empréstimo com Garantia de Imóvel), Banco do Brasil (EGI), Santander (Crédito com Garantia de Imóvel), Bradesco (Credimóvel) e as cooperativas Sicoob e Sicredi mantêm a modalidade no portfólio — verificado nas páginas oficiais de cada instituição, consultadas em agosto de 2026. O que publicam varia bastante: Caixa e Bradesco divulgam LTV de até 60% do valor de avaliação e prazo de até 240 meses; o Banco do Brasil publica 55% para imóvel residencial e 45% para comercial, em operações de R$ 35 mil a R$ 5 milhões; o Santander informa prazo de 12 a 240 meses e valor mínimo de imóvel de R$ 70 mil; Sicoob e Sicredi não publicam LTV, e a condição varia por cooperativa singular. Um ponto vale ser dito com todas as letras: nenhuma das seis publica política de crédito para CPF com restrição — nem para aceitar, nem para recusar. Toda operação passa por análise cadastral e de crédito da instituição.

Quais documentos são necessários para o empréstimo com garantia de imóvel?

São dois blocos. Do tomador: documento de identificação com CPF, comprovante de residência, comprovante de estado civil (com os dados do cônjuge, quando houver) e comprovação de renda — que pode ser composta por extratos bancários, pró-labore, declaração de IRPF, contratos de prestação de serviço e recibos de aluguel. Quando o tomador é empresa, entram contrato social consolidado, cartão CNPJ e demonstrativos de faturamento. Do imóvel: matrícula atualizada (o Banco do Brasil, por exemplo, publica a exigência de matrícula emitida há menos de 30 dias — consultado em agosto de 2026), certidão de ônus reais, IPTU do exercício vigente, certidão negativa de tributos municipais e o habite-se ou a averbação da construção. O laudo de avaliação é providenciado pelo agente financiador. Na prática, o que mais atrasa a operação é o bloco do imóvel: matrícula desatualizada, construção não averbada ou inventário aberto.

Qual é a taxa para quem está negativado?

As taxas da modalidade partem de cerca de 0,89% ao mês — e a condição final depende do perfil do tomador e da garantia, sujeita a análise. Para quem está negativado, a condição pode vir acima da taxa de entrada, mas segue muito distante das linhas sem garantia, que costumam rodar entre 3% e 8% ao mês, quando aprovadas. O prazo chega a 240 meses, o que transforma dívidas sufocantes em uma parcela que cabe no orçamento.

Posso usar o crédito para quitar as dívidas que negativaram meu nome?

Sim — e esse é o uso mais comum. A operação consolida as dívidas caras (cartão, cheque especial, linhas rotativas) em um único contrato longo e mais barato: é trocar dívida cara por dívida inteligente. Com a quitação, a baixa da negativação segue os prazos dos credores e dos bureaus de crédito. O processo completo, da avaliação do imóvel à liberação, costuma levar de 30 a 60 dias, conforme a documentação e o agente financiador.

Seu nome pode estar restrito. Seu patrimônio não está.

Em 1 dia útil retornamos com avaliação preliminar de viabilidade: quanto o seu imóvel destrava, em que condição e por qual agente financiador — sem consumir o seu CPF em tentativas às cegas.