Empresário, não financista
Sou fundador da Impulso Capital, e não cheguei à estruturação de capital pela porta da frente do mercado financeiro. Cheguei pela lateral — depois de mais de uma década ajudando empresas a crescer via marketing, vendas e posicionamento. Esse caminho não-óbvio é, paradoxalmente, a minha maior vantagem.
Empresário precisa de fluxo de caixa, não de planilha bonita. Decide na pressão, não na teoria. Carrega risco no corpo, não no PowerPoint. Sou dessa tribo — por isso falo a linguagem dela.
A descoberta que mudou tudo
Ao longo dos anos atendendo empresários, percebi um padrão: os clientes mais sofisticados que pediam ajuda com marketing frequentemente não estavam travados por falta de demanda. Estavam travados por falta de caixa. Por dívida cara. Por capital de giro estrangulando a margem.
Mais vendas não resolviam — em alguns casos, faturar mais até piorava, porque a estrutura financeira não suportava o crescimento. A conclusão mudou meu trabalho: o problema raramente é demanda; quase sempre é capital mal estruturado. A partir daí, fui fundo em garantias, recebíveis, mercado de capitais, home equity e funding imobiliário — não para virar banqueiro, mas para resolver o que faltava nos clientes que eu já atendia.
Por que ser de fora é vantagem
Quem passou a carreira inteira dentro do banco normaliza os vícios do setor: produto antes de cliente, taxa antes de objetivo, prateleira antes de operação. Quem chega de fora estranha — e estranhar é o primeiro passo para fazer diferente.
Trago repertório de marketing, de vendas, de operação empresarial. Quando estruturo uma operação, não penso só “qual produto financeiro?”. Penso “qual a tese que faz isso passar no comitê?” e “qual o objetivo real do empresário?”. O banco olha risco; eu construo a tese.
Não vou te vender produto. Vou te ajudar a redesenhar o jogo.

